17/07/2010 16h10 - Atualizado em 17/07/2010 16h32
Teste para conter vazamento prossegue no sábado, diz BP
Empresa diz que estratégia está se mostrando bem-sucedida.
Após interrupção de vazamento, ações da BP sobem em Londres
Óleo para de vazar do poço da BP no Golfo do México pela primeira vez
A petroleira britânica BP afirmou neste sábado (17) que o teste para conter o vazamento no Golfo do México está sendo bem-sucedido e a avaliação, inicialmente prevista para durar 48 horas, pode ser ampliada.
Na quinta-feira (15) a companhia conseguiu parar o fluxo de petróleo pela primeira vez desde abril com a colocação de uma tampa que vedou o poço.
A grande questão é se a tampa consegue surpotar a pressão sem danificar ainda mais o poço.
"O fato de a pressão continuar a subir nos dá cada vez mais confiança a medida em que avançamos no teste", disse o vice-presidente da BP, Kent Wells no sábado.
"Quanto mais longo o teste, maior será nossa confiança", disse ele.
Segundo especialistas, uma eventual queda da pressão no dispositivo colocado para tampar o poço poderia indicar problemas como outros vazamentos.
A solução é considerada provisória até a construção de outros poços próximos ao vazamento, que cessariam definitivamente o fluxo de petróleo.
Futuro
Na sexta-feira, Wells afirmou que os cientistas da companhia não detectaram "provas de qualquer tipo de rompimento" no fundo do mar e que a companhia faria outros testes em busca de rupturas.
A BP colocou câmeras controladas por robô no fundo do mar e está monitorando os instrumentos que, no momento, não mostram nenhum sinal de ruptura do poço.
O governo americano e a companhia petroleira estão revendo os resultados dos testes a cada seis horas. Ainda não se sabe qual será o próximo passo se os testes forem bem-sucedidos.
A BP sugeriu que, neste caso, o poço poderá ser mantido fechado, com os navios para coleta do petróleo posicionados na superfície, de prontidão.
Cautela
Mais cedo, o comandante da Guarda Costeira dos Estados Unidos e encarregado de coordenar a resposta ao incidente, almirante Thad Allen, afirmou que os últimos testes de pressão do dispositivo que tampou o poço foram inconclusivos.
Allen acrescentou que o teste de pressão vai continuar por muitas horas. O almirante sugeriu também que é provável que a coleta do petróleo seja retomada pelos quatro cargueiros.
O vazamento começou em 20 de abril, quando a plataforma de petróleo Deepwater Horizon, operada pela BP, explodiu e afundou, matando 11 funcionários.
Desde então, a petroleira britânica tentou várias estratégias para conter o vazamento de petróleo, localizado a uma profundidade de cerca de 1,5 mil metros, mas nenhuma conseguiu solucionar o problema, considerado o pior desastre ambiental da história americana.
Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que o anúncio de progressos na tentativa de acabar com o vazamento de petróleo no Golfo do México é "uma boa notícia", mas ainda não significa a solução definitiva para o problema.
"A nova tampa (sobre o poço por onde o petróleo está vazando) é uma boa notícia", disse Obama a repórteres na Casa Branca.
"Acho importante que nós não nos antecipemos aqui. Um dos problemas em ter câmeras lá embaixo (na área do vazamento) é que quando o petróleo para de jorrar, todo mundo pensa que terminamos, mas nós não terminamos (de resolver o vazamento)", acrescentou.
BEM VINDOS
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sábado, 17 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Óleo para de vazar no Golfo pela Primeira vez
Fluxo foi completamente interrompido por sino de contenção, diz empresa.
Companhia agora faz testes com o dispositivo.
O vazamento de óleo do poço danificado no Golfo do México foi interrompido pela primeira vez desde o início do vazamento, segundo a British Petroleum, empresa responsável pelo maior acidente ambiental da história.
"É bom ver que nenhum petróleo está vazando para o Golfo do México", disse o vice-presidente sênior da empresa, Kent Wells que, no entanto, alertou: "acabamos de iniciar o teste" com o novo dispositivo.
Ele afirmou que o fluxo de petróleo foi interrompido quando a última das três válvulas do giganteso funil foi fechada por volta das 2h25 locais (16h25 de Brasília) desta quinta-feira, mas os engenheiros acompanham atentamente a operação para ver se o petróleo começa a vazar novamente.
Este é o maior passo já dado para tentar conter a pior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos desde que a plataforma da BP naufragou, em 22 de abril, dois dias depois de uma grande explosão na Deepwater Horizon, que matou 11 trabalhadores.
"Estou muito contente em não ver o petróleo vazar para o Golfo do México", disse Wells.
ObamaO presidente dos EUA, Barack Obama, celebrou o anúncio, considerando-o "um sinal positivo", mas alertando que o procedimento ainda está no começo.
Teste
O crucial "teste de integridade" do poço danificado, iniciado esta quinta-feira, "demorará pelo menos seis horas e poderia durar até 48 horas", anunciou a empresa em um comunicado.
O crucial "teste de integridade" do poço danificado, iniciado esta quinta-feira, "demorará pelo menos seis horas e poderia durar até 48 horas", anunciou a empresa em um comunicado.
Previsto inicialmente para a terça-feira, o teste foi demorado pelo governo americano, que procurou afastar todos os riscos e deu a autorização para a sua realização, na quarta-feira.
Mas um contratempo voltou a atrasá-lo até a quinta-feira, depois que os engenheiros da BP detectaram uma fuga na tubulação durante os preparativos do teste, que foi reparado durante a noite.
O teste de pressão, destinado a avaliar a resistência da boca do poço, que se espalha por 4 km abaixo do leito marinho, a 1.500 metros de profundidade, inclui o fechamento das válvulas do funil de 75 toneladas instalado na segunda-feira sobre o duto danificado, em substituição ao vazamento de um modelo precedente.
Uma leitura de alta pressão permitiria manter fechadas as três válvulas e selar o poço. Uma baixa presão, ao contrário, significaria que há uma perda em uma parte do revestimento do poço petroleiro.
Se o poço não puder ser totalmente selado com o dispositivo, a BP planeja instalar o primeiro de dois poços de emergência para conter definitivamente o vazamento.
"Seria uma ótima notícia se pudéssemos fechar o poço", disse, cauteloso, o almirante Thad Allen, supervisor do governo americano para os trabalhos de contenção do vazamento, ao anunciar na quarta-feira a autorização para os testes.
"Não quero alimentar esperanças de que poderemos fechar o poço até que tenhamos os dados empíricos que precisamos", acrescentou.
A Agência Internacional de Energia (AIE) avalia que o naufrágio da Deepwater Horizon, em 22 de abril, tenha provocado um vazamento de 2,3 a 4,5 milhões de barris de petróleo no Golfo do México até agora.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
+ noticias sobre a manchas do óleo que vazou no Golfo
06/07/2010 16h58 - Atualizado em 06/07/2010 18h56
Manchas do óleo que vazou no Golfo do
México chegam à costa do Texas
Mau tempo ainda dificulta operações de limpeza no litoral.
Explosão de plataforma que causou acidente completa 77 dias.
A petroleira BP afundou ainda mais em sua crise nesta terça-feira (6) com a chegada de bolas de piche provenientes do vazamento do Golfo do México nas praias do Texas e com o aumento nos custos de limpeza do litoral.Os primeiros resultados da intervenção de um gigantesco navio taiwanês que chegou sábado na região para limpar o óleo derramado foram decepcionantes. Com o mau tempo, seguem difíceis as operações de regaste depois de 77 dias da explosão da plataforma Deewater Horizon no Golfo do México.
As águas agitadas e as tempestades de raios ameaçavam a realização de tentativas com o navio "Una Ballena": os resultados não foram "conclusivos por causa do mar agitado", lamentou Bob Graham, porta-voz da empresa taiwanesa proprietária da embarcação, TMT Shipping.
Enquanto isso, bolas de piche encontradas na espuma de Galveston (Texas) foram analisadas. O resultado comprovou que o material procedia do derrame de petróleo da BP, mas o que ainda não foi confirmado é se o derivado partiu do lugar do vazamento há centenas de quilômetros ou se escapou de um dos barcos que participam das operações de recuperação do combustível fóssil no golfo.
Na segunda-feira, a BP informou ter gastado mais de US$ 3 bilhões em operações de limpeza.
O governo britânico anunciou nesta terça-feira que estava preparando um plano de contingência para uma eventual falência da petroleira britânica por causa dos enormes custos da pior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos, segundo o "Times" desta terça.
Fonte:Site da Globo. www.g1.com.br/economia-e-negocios
Fonte:Site da Globo. www.g1.com.br/economia-e-negocios
domingo, 4 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
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